O varejo farmacêutico mudou (e mudou rápido). Afinal, hoje, o cliente entra na farmácia buscando muito mais do que uma solução pontual. Ele quer praticidade, cuidado e experiências completas no mesmo ambiente. É nesse cenário que os produtos não medicamentos se tornaram protagonistas do dia a dia das lojas.
Isto é, nos últimos anos, categorias como higiene, dermocosméticos, beleza e suplementos ganharam força, ampliaram o ticket médio e impulsionaram a recorrência de compra. Esse movimento acompanha o novo comportamento do consumidor, que valoriza conveniência, bem-estar e marcas que entendem suas rotinas.
Esse movimento explica por que o mix não medicamentoso influencia tanto o ticket médio, o giro de estoque e, principalmente, a recorrência. São itens que integram a rotina: voltam para o carrinho, criam hábito e fortalecem a percepção de que a farmácia é um destino completo para o cuidado diário.
Por que apostar em produtos não medicamentos?
Os produtos não medicamentos ganharam uma relevância que vai muito além da função complementar dentro da farmácia. Em 2024 esta categoria representou um terço do faturamento total das farmácias, cerca de R$ 65 bilhões (IQVIA, 2024). Eles se tornaram essenciais para equilibrar margem, aumentar o ticket médio e fortalecer o relacionamento com o cliente. E os números do setor deixam isso ainda mais claro.
Nos últimos cinco anos, as vendas desse grupo cresceram 110%, segundo levantamento da Trier. É um salto expressivo, impulsionado principalmente pelas categorias de higiene pessoal, beleza, skincare, baby care e suplementos (todas altamente conectadas à rotina do consumidor).
Esse crescimento não acontece por acaso. São categorias de uso recorrente, com reposição frequente e margens mais atrativas quando comparadas aos medicamentos. Além disso, criam oportunidades naturais de upsell e cross-sell: o cliente que chega para comprar um item pontual costuma levar mais algum produto de cuidado diário, fortalecendo a cesta e aumentando a eficiência por visita.
Outro ponto decisivo é o impacto direto na fidelização.
Produtos como vitaminas, dermocosméticos, fraldas e itens de higiene formam o que o varejo chama de “cesto de recorrência”. Ou seja: são compras cíclicas, previsíveis e que têm enorme poder de trazer o cliente de volta, sempre. Um mix organizado, bem exposto e ajustado ao perfil da região transforma esse retorno em hábito, e hábito em lealdade.
Quais as categorias de não medicamentos que mais vendem nas farmácias?
Bom, sem dúvida os produtos não medicamentos são protagonistas no varejo farmacêutico. A Close-Up International trouxe que apenas os dez itens mais vendidos da categoria de Consumer Health movimentaram R$ 6,44 bilhões em 2024, o que representa 13% do faturamento total do setor. É uma participação significativa e que reforça o peso estratégico dessas categorias nas prateleiras.
O ranking mostra a força de produtos ligados ao cuidado diário e familiar, bem como já mencionamos. Fraldas, higiene pessoal e nutrição infantil ocupam posições de destaque e continuam entre os principais motores de faturamento. Essa performance se explica por um fator simples: são itens de uso constante, alta reposição e compra recorrente. Ou seja, geram fluxo, ampliam cesta e fidelizam.
A seguir, os campeões de venda que lideraram o consumo em 2024:
Top 10 produtos não medicamentos mais vendidos no varejo farmacêutico (2024)
(faturamento anual em bilhões de reais)
- Pampers (P&G) — R$ 1,44 bi
- Huggies (Kimberly-Clark) — R$ 0,80 bi
- Dove (Unilever) — R$ 0,67 bi
- Rexona (Unilever) — R$ 0,64 bi
- Ninho Fases (Nestlé) — R$ 0,60 bi
- Tena (Essity) — R$ 0,54 bi
- Carmed (Cimed) — R$ 0,48 bi
- Babysec Ultra (Babysec) — R$ 0,46 bi
- NAN Comfor (Nestlé) — R$ 0,41 bi
- Nutren Senior (Nestlé) — R$ 0,38 bi
O que esses dados revelam?
- Força do cuidado infantil: fraldas, fórmulas e nutrição seguem como os maiores geradores de faturamento.
- Higiene e autocuidado em alta: marcas consolidadas como Dove, Rexona e Carmed mostram que o cliente busca soluções práticas e acessíveis para o dia a dia.
- Produtos para adultos e idosos ganham espaço: Tena e Nutren evidenciam a importância do cuidado ampliado (do bebê ao sênior).
- Recorrência é o motor da receita: todos esses itens têm consumo contínuo, o que estimula visitas frequentes e fortalece a relação entre cliente e loja.
Esses dados confirmam uma tendência clara: a farmácia se consolidou como um ponto de cuidado completo. Quando o mix acompanha esse movimento, o cliente encontra o que precisa, volta mais vezes e aumenta naturalmente o ticket médio.
Produtos que fidelizam: quando o cliente volta por causa do mix
A fidelização no varejo farmacêutico não acontece apenas pela conveniência ou pelo atendimento. Ela nasce, principalmente, da capacidade da loja de acompanhar a rotina do consumidor. É aqui que os produtos não medicamentos assumem um papel único: eles criam vínculos consistentes porque fazem parte do dia a dia das pessoas e isso muda tudo.
Cada categoria tem um gatilho diferente de retorno:
- As linhas infantis, por exemplo, estabelecem uma frequência quase automática: fraldas, fórmulas e lenços têm reposição previsível e prazos curtos.
- Já o skincare trabalha continuidade, porque o cliente se mantém fiel quando percebe resultado.
- Suplementos e vitaminas fortalecem o hábito, pois fazem parte de uma jornada contínua de autocuidado. E os itens de higiene pessoal sustentam a rotina básica, sem espaço para substituições demoradas.
Quando o mix é bem estruturado, acontece um fenômeno simples, mas poderoso: o cliente não visita a farmácia apenas quando precisa, ele volta porque confia. Ele sabe que vai encontrar as marcas que usa, a variedade que precisa e a reposição que não pode faltar. Esse alinhamento entre oferta e expectativa é o que transforma uma compra pontual em relacionamento de longo prazo.
Outro ponto essencial é a adaptação ao perfil da região. Em bairros com famílias jovens, categorias como baby care e higiene lideram o retorno. Em áreas com público adulto ou sênior, nutrição, suplementação e produtos de cuidado íntimo ganham relevância. Essa leitura fina do território torna o sortimento uma ferramenta estratégica de proximidade e diferenciação.
Em resumo, o mix não medicamentoso não fideliza apenas porque vende bem. Ele fideliza porque está presente nos ciclos de vida, nos hábitos e nas necessidades contínuas do consumidor. E uma farmácia que entende essa dinâmica constrói uma presença que não depende de sazonalidade, depende de vínculo.
O papel da FarMelhor no fortalecimento dessas categorias
A FarMelhor trabalha para que cada unidade tenha um mix de não medicamentos forte, estratégico e alinhado ao perfil da região. A rede orienta o sortimento ideal, indica oportunidades de giro e apoia o franqueado na organização das categorias.
Além disso, desenvolve campanhas sazonais, materiais de PDV e treinamentos que ampliam visibilidade, melhoram exposição e fortalecem o atendimento. Tudo isso com um objetivo claro: garantir operação sólida e desempenho consistente em categorias que fazem diferença no dia a dia da farmácia.
Esse conjunto de ações traduz o compromisso da marca com a expansão estruturada. Mais do que oferecer um modelo de negócio, a FarMelhor atua como parceira estratégica: fortalecendo categorias essenciais, apoiando a operação no dia a dia e garantindo que cada unidade tenha as ferramentas certas para crescer com segurança, consistência e credibilidade. Converse conosco agora mesmo!
Conclusão
Em suma, os produtos não medicamentosos deixaram de ser complemento. Hoje, são pilares de crescimento, diferenciação e relacionamento no varejo farmacêutico. Quando o mix é bem estruturado e acompanha o comportamento do consumidor, a farmácia ganha relevância, recorrência e desempenho contínuo.
É isso que fortalece operações que pensam no longo prazo, e que constroem presença real no dia a dia do cliente.
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FAQ — Produtos não medicamentos nas farmácias
1. O que são produtos não medicamentosos?
São itens vendidos na farmácia que não exigem prescrição e não têm função terapêutica direta. Incluem higiene pessoal, beleza, dermocosméticos, fraldas, vitaminas, suplementos, nutrição e bem-estar sexual.
2. Por que os não medicamentosos são tão importantes para a farmácia?
Porque são categorias de uso contínuo, alta recorrência e forte presença na rotina do consumidor. Isso aumenta fluxo, fortalece relacionamento e impulsiona o desempenho da loja.
3. Quais são as categorias que mais vendem no varejo farmacêutico?
Segundo a Close-Up International, fraldas, higiene, desodorantes, skincare, nutrição infantil e suplementos estão entre os produtos que mais movimentam receita no setor.
4. O que significa “cesta de recorrência”?
É o conjunto de produtos que o cliente compra repetidamente, como fraldas, vitaminas, hidratantes, sabonetes e lenços umedecidos. Essa cesta é essencial para fidelização.
5. O que diferencia HPC de Consumer Health?
HPC refere-se a Higiene, Perfumaria e Cosméticos.
Consumer Health engloba produtos de bem-estar, autocuidado, vitaminas e itens isentos de prescrição. Ambos fazem parte dos não medicamentosos, mas representam categorias com comportamentos de compra distintos.
6. Como o sortimento influencia as vendas de uma farmácia?
O mix certo garante que o cliente encontre exatamente o que procura. Um sortimento alinhado ao perfil da região evita rupturas, melhora exposição e aumenta o retorno do consumidor.
7. Por que fraldas e nutrição infantil lideram o faturamento de não medicamentos?
Porque são itens de consumo intenso e reposição rápida. Famílias compram semanalmente ou quinzenalmente, o que gera alto volume e visitas frequentes à loja.
8. Suplementos e vitaminas entram na categoria de não medicamentos?
Sim. Mesmo que tragam benefícios à saúde, são classificados como produtos de autocuidado e não exigem prescrição médica.
9. Dermocosméticos realmente fidelizam?
Sim. O uso contínuo e as rotinas de tratamento fazem o cliente voltar para reposição. Além disso, é uma categoria de maior valor agregado.
10. O mix de produtos deve ser igual para todas as farmácias?
Não. O ideal é adaptar o sortimento de acordo com o perfil local, famílias jovens, público sênior, alta demanda por beleza, região com grande fluxo comercial etc. Essa personalização aumenta giro e relevância.